TEIAS DAS ARANHAS

Como as aranhas fazem teias?

Ela, por instinto básico, arremessa a teia calculadamente onde quer tecer a teia. como o lugar de uma teia é longe, e ela percebe isto através de seus 8 olhos, ela engrossa o calibre da teia para não arrebentar facilmente com o vento e com insetos e arremessa a teia através de suas glândulas tecedoras de teia como um tiro.

Depois é só ir fazendo o resto. Conforme a distancia ela engrossa ou não a teia, quando as distancias são curtas, a teia é fina, pra poupar energia, pois cada teia solta é proteínas que ela precisou ingerir de insetos para produzir aquela teia.

Aranha faz a teia com fios de proteína

Quantos tipos de teia existem?

Na parte de trás do abdome da aranha existem glândulas chamadas sericígenas, que secretam um tipo de proteína. “Dentro da glândula ela está líquida, mas assim que entra em contato com o ar torna-se um fino fio de seda com o qual será construído a teia”, explica o biólogo Hilton Japyassu, do Instituto Butantan, em São Paulo. Sua estrutura e formato vão depender da finalidade.

Existem quatro tipos principais.

As teias de captura são as que vemos com mais facilidade porque a aranha a tece em locais abertos, onde os insetos passam. Ela lança um fio principal e, a partir dele, organiza uma espécie de rede. Parte dela é coberta com uma substância viscosa na qual as vítimas ficam coladas.

As teias de refúgio são a casa das aranhas, formadas por um grande emaranhado de fios, muitas vezes parecendo tubos.

As teias de cópula formam uma espécie de copinho nos quais o macho deposita o esperma para depois colocá-lo na fêmea.

Algumas espécies de aranha trocam seu esqueleto (que é externo, como o das baratas) pendurado em fios. São as chamadas teias de muda.

Para construir a teia, uma aranha leva entre 20 e 30 minutos. A durabilidade de cada uma varia de horas até mais de uma semana. Existem 4 000 espécies de aracnídeos conhecidos no mundo e todos eles produzem pelo menos um dos quatro tipos. Os fios de seda podem também ter outra finalidade: as aranhas papa-moscas, comuns dentro das casas, o usam para não cair. Ao se locomoverem, elas pulam de um lugar para o outro. A cada pulo, criam mais um fio que garante sua segurança. Já as aranhas conhecidas como dinopis fabricam uma rede, ficam segurando até que apareça uma presa e jogam-na, como uma armadilha, para aprisionar a vítima.

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PREVENÇÃO DE ACIDENTES COM INVERTEBRADOS PEÇONHENTOS

- mantenha limpos quintais, jardins e terrenos baldios, não acumulando entulho e lixo doméstico;
- apare a grama dos jardins e recolha as folhas caídas;
- vede soleiras de portas com saquinhos de areia ou friso de borracha, coloque telas nas janelas, vede os ralos de pia, tanque e de chão com tela ou válvula apropriada;
- coloque o lixo em sacos plásticos, que devem ser mantidos fechados para evitar o aparecimento de baratas, moscas e outros insetos, que são o alimento predileto das aranhas e escorpiões;
- examine roupas, calçados, toalhas e roupas de cama antes de usá-las;
- ande sempre calçado e use luvas de raspa de couro ao trabalhar com material de construção, lenha, etc...;
- o uso periódico de inseticidas não é a melhor solução. Além do alto custo, a aplicação desses produtos tem efeito apenas temporário e pode provocar intoxicações em seres humanos e animais domésticos. O ideal é coletar as aranhas e escorpiões e remover o material acumulado onde estavam alojados, o que evitará a re-infestação.
PRIMEIROS SOCORROS
- nos acidentes por aranhas e escorpiões com dor intensa, práticas como espremer ou sugar o local da picada, têm demonstrado ser de pouca eficácia;
- o tratamento sintomático, à base de anestésicos e analgésicos, tem sido utilizado com resultados satisfatórios na maioria dos casos;
- o acidentado deve ser levado imediatamente para o posto de saúde ou hospital mais próximo. Lembre-se sempre que a rapidez de atendimento em acidentes com qualquer animal peçonhento pode significar a diferença entre a vida e a morte. A auto medicação pode ser fatal e não deve ser realizada. Procure sempre um médico e o pronto socorro mais próximo;
- deve-se capturar o animal que efetuou a picada e levá-lo junto com a pessoa acidentada, o que facilitará o diagnóstico e o tratamento correto;
LEMBRE-SE:
- todos os animais participam ativamente do equilíbrio ecológico e são de grande utilidade no controle de pragas. Aprenda a conviver em harmonia com os animais, respeitando seu ecossistema, evitando assim graves acidentes;
- o comércio de aranhas e escorpiões no Brasil é proibido.

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AS DOENÇAS TRANSMITIDAS POR CARRAPATOS




As doenças transmitidas por carrapatos conhecidas, hoje, formam um conjunto extenso. Ao contrário do conceito mais antigo, não são circunscritas a determinadas regiões, ainda que sejam caracteristicamente focais. Ao contrário, têm sido reconhecidas em praticamente qualquer lugar onde tenham sido pesquisadas.

As doenças humanas transmitidas por carrapatos são causadas por:

- Vírus – encefalite transmitida por carrapatos, febre hemorrágica do Congo-Criméia, febre hemorrágica de Omsk, febre transmitida por carrapatos do Colorado, encefalite de Powassan, encefalite Langat, encefalite louping ill.
- Bactérias – bacilos Gram-negativos (tularemia), erlíquias (erliquiose monocítica e erliquiose granulocítica), riquétsias (febres maculosas) e borrélias (doença de Lyme, febre recorrente transmitida por carrapatos).
- Protozoários – babesiose.

CARRAPATOS COMO VETORES E RESERVATÓRIOS DE DOENÇAS

Carrapatos são artrópodes aracnídeos, ectoparasitas de vertebrados terrestres, inclusive de anfíbios. Existem cerca de 850 espécies de carrapatos em todo o mundo. Dessas, em torno de 680 pertencem à família Ixodidae e 170 à família Agarsidae. Carrapatos são mais do que simples vetores de doenças. Agem como reservatórios, transmitindo a infecção para a sua progênie, por via transovariana. São os principais vetores de doenças animais e perdem apenas para os mosquitos como vetores de doenças humanas.

As doenças transmitidas por carrapatos são geralmente focais, uma vez que a sua mobilidade é restrita, salvo quando transportados por vertebrados, rurais ou silvestres, uma vez que sua capacidade de adaptação ao meio urbano é limitada. Pela maior resistência ao meio externo, grande longevidade e capacidade de transmissão transovariana, a manutenção da transmissão da doença se faz por períodos indefinidos, até porque o controle das populações de carrapatos é extremamente difícil. Essas doenças não ocorrem em surtos ou epidemias de rápida progressão, uma vez que são ectoparasitas eventuais de humanos e geralmente alimentam-se de sangue apenas uma vez a cada estádio.

RIQUETSIOSES TRANSMITIDAS POR CARRAPATOS

As riquetsioses humanas constituem um grupo crescente de doenças, todas elas transmitidas por artrópodes. As riquetsioses podem ser divididas em dois grandes grupos: o das febres maculosas e o do tifo.

O primeiro grupo é hoje o mais importante, constituído por bactérias zoonóticas, encontradas em todos os continentes e com características clínicas semelhantes. São vasculites sistêmicas, de gravidade variável, geralmente com exantema, a imensa maioria transmitida por carrapatos. O arquétipo é a febre maculosa das Montanhas Rochosas, causada pela R. rickettsi, a primeira a ser bem estudada. Recentemente, com o desenvolvimento da biologia molecular, inúmeras espécies de Rickettsia foram descritas, com quadros clínicos e epidemiologia semelhantes.

AS ERLIQUIOSES HUMANAS

Ainda que infecções por bactérias do gênero Erlichia sejam conhecidas há muito em medicina veterinária, os primeiros casos humanos foram reconhecidos somente em 1987. As espécies associadas com doença em humanos são a E. chaffeensis e E. canis.

O gênero Erlichia pertence à tribo Erlichiea, família Rickettsiaceae, ordem Rickettsiales. São bactérias Gram-negativas, pequenas, esféricas (cocos), de vida intracelular obrigatória e transmitidas por carrapatos. As erlíquias invadem primordialmente leucócitos, tanto que as doenças humanas causadas por elas são divididas em dois grupos: erliquioses granulocíticas e erliquioses monocíticas.

No interior dos leucócitos, as erlíquias se multiplicam, formando estruturas características, em aglomerados, denominadas mórulas, visíveis ao microscópio óptico.

A maioria das infecções humanas descritas é dos EUA, possivelmente refletindo um menor limiar de percepção, inclusive por ser doença de notificação compulsória em alguns Estados norte-americanos. Casos humanos foram descritos no Japão e na Europa. No Brasil, casos humanos de infecção por erlíquias ainda não foram confirmados.

O quadro clínico não é suficientemente característico para permitir um diagnóstico clínico apenas. Ao contrário, suas manifestações são facilmente confundíveis com outras doenças infecciosas, a febre maculosa entre elas.

VIROSES TRANSMITIDAS POR CARRAPATOS

As viroses transmitidas por carrapatos apresentam pelo menos três tipos distintos de manifestações clínicas: as encefalites, as febres hemorrágicas e as doenças dengue-símiles, conforme quadro 1.

No primeiro grupo estão as encefalites transmitidas por carrapatos, conhecidas na literatura de língua inglesa como TBE (Tick-Borne Encephalitides), um conjunto de encefalites encontradas numa extensa área, que vai das ilhas britânicas (encefalite de louping ill), passando pela Europa Continental (encefalites transmitidas por carrapatos da Europa Central), até o extremo Leste da Rússia (encefalite russa de primavera-verão). A gravidade dessas encefalites parece aumentar no sentido Oeste-Leste.

A encefalite de Powassan é uma doença pouco freqüente, encontrada no Noroeste dos EUA e áreas adjacentes do Canadá. Pouco mais de 20 casos já foram descritos. Ainda que rara, essa encefalite é particularmente grave.

As febres hemorrágicas transmitidas por carrapatos têm características clínicas semelhantes às febres hemorrágicas transmitidas por mosquitos ou as adquiridas por contato com roedores e suas excretas.

A encefalite do Congo-Criméia foi inicialmente descrita na Criméia – península ao sul da Ucrânia –, e posteriormente no Oriente Médio e na África Central e Austral. Recentemente, foi registrado um surto ocupacional entre funcionários de abatedouros de avestruz, na África do Sul.

De maior interesse, talvez, seja a Colorado tick-fever (febre por carrapatos do Colorado), descrita já em 1850, nas áreas montanhosas do Oeste dos EUA. Foi apenas na década de 1930 que essa doença foi separada da febre maculosa das Montanhas Rochosas, também transmitida por carrapatos, de características clínicas e epidemiológicas muito semelhantes. A história da febre por carrapatos do Colorado ilustra bem como é possível uma doença viral, transmitida por carrapatos, passar despercebida por longo tempo.

BABESIOSE

As babésias são protozoários muito semelhantes aos da malária, inclusive por invadirem hemácias. Existem cerca de 100 espécies conhecidas, mas apenas três foram identificadas causando doença humana. A babesiose, no entanto, é uma doença de interesse veterinário bem conhecida, particularmente de gado bovino.

Descrita em 1891 pelo parasitologista húngaro Babes, apenas em 1957 o primeiro caso humano foi descrito. Os casos humanos foram descritos nos EUA e na Europa. As espécies associadas com infecção humana são as B. microti, B. gibsoni e B. divergens (B. bovis).

O quadro clínico é usualmente discreto, mas pode ser grave em pacientes esplenectomizados. A letalidade, de um modo geral, é de 5%. A associação da infecção com HIV é fator agravante.

BORRELIOSES

Borrélias são espiroquetídeos, bactérias filamentosas e espiraladas, pertencentes à família Treponemataceae. Os gêneros Treponema, Borrelia, Leptospira e Spirillum incluem espécies patogênicas para humanos. As borrélias são mais alongadas e menos espiraladas do que outros espiroquetídeos. De interesse para o desenvolvimento de vacinas é o fato de que os genes determinantes da sua membrana externa estão em plasmídeos.

As doenças humanas causadas por borrélias são: a doença de Lyme e as febres recorrentes transmitidas por piolhos e por carrapatos. A doença de Lyme é causada pela Borrelia burgdorferi sensu lato, isolada em 1981 – sensu lato significa que há variações genéticas da espécie conforme a região considerada.

Por meio de métodos de biologia molecular (hibridização de DNA), oito genoespécies do gênero Borrelia foram identificadas, sendo que quatro são agentes causais da doença de Lyme. A B. burgdorferi sensu strictu é predominante na América do Norte. Na Europa, infecções mistas já foram descritas e há coexistência da B. burgdorferi sensu strictu, B. garinii e da B. afzelii.

Cepas recentemente descritas B. valaisiana, B. lusitaniae e B. japonica somente foram encontradas na Europa e no Japão. A B. garinii é reconhecida como a ancestral de todo o grupo e, muito provavelmente, a responsável pela maior incidência de manifestações neurológicas nos casos adquiridos na Europa. Uma nova espécie, a B. lonestari, não cultivável até o momento, foi identificada nos EUA e associada a uma síndrome semelhante à doença de Lyme.

DOENÇAS HUMANAS TRANSMITIDAS POR CARRAPATOS NO BRASIL

No Brasil, ainda que o carrapato em medicina veterinária tenha recebido bastante atenção, já há várias décadas, seu papel na saúde pública humana tem sido desconsiderado. Até recentemente, a única doença humana conhecida transmitida por carrapato era a febre maculosa brasileira.

Afora ela, a descrição de doenças humanas transmitidas por carrapatos é esporádica e pontual. A babesiose e a erliquiose são sobejamente conhecidas dos veterinários, mas sobre casos humanos há apenas algumas descrições, de modo que a distribuição e incidência dessas infecções, assim como das borrelioses, é praticamente desconhecida no Brasil.

A doença de Lyme já foi descrita no Brasil, porém seu agente, a Borrelia burgdorferi, nunca foi isolado, seja de casos humanos, de carrapatos ou mamíferos reservatórios. As evidências disponíveis sobre sua existência se limitam a dados clínicos, sorológicos e epidemiológicos.

As viroses transmitidas por carrapatos, causadoras de encefalites, são relativamente comuns em extensas áreas do hemisfério norte, tanto na América, como na Europa e Ásia. No Brasil, elas nunca foram descritas.

FEBRE MACULOSA BRASILEIRA

Como outras doenças transmitidas por carrapatos, a transmissão da febre maculosa brasileira é focal. Descrita inicialmente na década de 1920, em São Paulo, o primeiro foco reconhecido foi numa área de expansão urbana, no que hoje são os bairros paulistanos de Sumaré e Perdizes. Mais tarde, focos na periferia da Capital e outros municípios da Grande São Paulo foram sendo descritos, como os do bairro de Santo Amaro e a cidade de Mogi das Cruzes. Porém, com a expansão urbana esses focos foram desaparecendo ou, pelo menos, tornando-se inativos.

Até época recente, havia poucos casos descritos fora do foco de Campinas e Botucatu, no interior do Estado e em Mogi das Cruzes. Atualmente, foram confirmados casos em Piracicaba, Oriente, Suzano e na região do ABC. A ocorrência desses casos sugere que a doença é subnotificada e que sua distribuição seria mais ampla.

Nos Estados de Minas Gerais, Espírito Santo e Rio de Janeiro há outros focos descritos. Em território mineiro, onde a doença vem sendo estudada há mais tempo, sua ocorrência é variável de ano para ano, sendo mais bem conhecidos os focos do Vale do Jequitinhonha e da região do Vale do Aço.

Sabe-se pouco acerca dos reservatórios, das espécies de carrapatos transmissoras ou da real extensão da área de transmissão. O Amblyomma cajennense é tido como o principal vetor da febre maculosa brasileira, isso desde os primeiros estudos, na década de 1930. Os poucos estudos existentes sobre a prevalência da infecção pela R. rickettsi em carrapatos no Brasil sugere que outras espécies são vetoras, mas o A. cajennense seria a mais importante na transmissão da infecção para humanos.

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CARRAPATOS

Comprimento: de 0,03 cm a 2 cm
Formato do corpo: antes de se alimentar são achatados, porém após a alimentação ficam esféricos
Cor: preto, marrom, preto e vermelho, preto e amarelo, avermelhado (varia de acordo com a espécie)
Região onde se encontra: em quase todas as regiões do planeta.
Domínio: Eukariota
Reino: Animal
Subreino: Metazoa
Filo: Arthropoda
Subfilo: Chelicerata
Classe: Arachnida
Ordem: Acarina
Família: Ixodidae Argasidae
• Os carrapatos alimentam-se de sangue animal, podendo até estourar após sugar grades quantidades
• Podem transmitir diversas doenças como, por exemplo a febre maculosa que pode levar a pessoa doente à morte
• São animais artrópodes da ordem dos ácaros
• Vivem em diversos locais como, por exemplo, mato, madeiras, plantas, touceiras e na pele de animais
• São encontrados em regiões de todos os continentes, exceto na Antártida
• A fêmea costuma botar diversos ovos após alimentar-se de sangue. Dos ovos, nascem as larvas que procuram um animal para obter o alimento.
• A boca do carrapato possui um bico utilizado para obter sangue do animal hospedeiro
• Os principais animais afetados por carrapatos são: cães, galinhas, cavalos, gado, gatos e até mesmo o homem
• As espécies de carrapatos mais comuns no Brasil são: carrapato-de-cavalo, carrapato-estrela e o carrapato-de-boi
• Possuem uma carapaça resistente formada por quitina

Medidas preventivas:

1- Tratar o animal afetado:

- aplicação de graxas neutras, óleos ou glicerina (provocarão asfixia destes animais), fazendo com que se desprendam facilmente.

- aplicação de banhos sob a forma de imersão ou pulverização de carrapaticidas em casos mais graves.

2- Em áreas infestadas por carrapatos:

- evitar sentar no solo e expor partes do corpo desprotegidas à vegetação.

- usar calças e camisas de manga longa, preferencialmente de cor clara (para melhor visualização da possível presença desses indivíduos)

- repelentes na roupa à base de permetrina ou deltametrina

- prender a barra da calça nas botas com fita adesiva.

- examinar o corpo à procura de carrapatos e retirá-los cuidadosamente com o auxílio de uma pinça ou luva.

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ESCORPIÕES

Reino: Animalia
Filo: Arthropoda
Subfilo: Chelicerata
Classe: Arachnida
Ordem: Scorpiones

Comprimento: até 25 cm
Duração da vida: aproximadamente 4 anos
Cor: depende da espécie, podendo ser avermelhado, preto, marrom, amarelado
Região onde se encontra: em quase todas as regiões do mundo, exceto na Antártida
Incubação: de 75 a 90 dias

· O escorpião é um animal invertebrado (não possui coluna vertebral) e artrópode (as patas são formadas por diversos segmentos)

· Até o presente momento já foram catalogadas mais de 1500 espécies de escorpiões

· As espécies mais perigosas (possuem venenos fatais) são: escorpião africano e o dourado

· Possuem hábitos noturnos, ou seja, utilizam a noite para procurar alimento

· São carnívoros, alimentando principalmente de cupins, moscas, grilos, baratas e outros tipos de insetos

· Quando falta alimento em sua região, costumam praticar o canibalismo (alimentam-se de outros animais da mesma espécie).

· Quando se sente ameaçado usa o ferrão para picar a vítima e introduzir seu veneno

· Costuma habitar locais bem escuros (buracos, fendas, entre os tijolos, no meio de entulhos)

· Os principais predadores dos escorpiões são: lacraias, sapos, gaviões, corujas, macacos, lagartos, aranhas, galinhas e camundongos

· Após o acasalamento, a fêmea costuma comer o macho que a fecundou.

· Após a fecundação uma fêmea costuma gerar cerca de 50 filhotes


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ARANHAS

Animais artrópodes aracnídeos, da ordem dos Araneídeos, de cefalotórax e abdome não segmentados, quelíceras terminadas em ponta para inoculação de peçonha, abdome com glândulas ou fiandeiras que segregam seda, com a qual fazem as teias. A maioria das espécies são terrestres e predadoras de outros artrópodes.São conhecidas aproximadamente 35.000 espécies.
Surgimento:

Provavelmente tenham surgidas há 400 milhões de anos atrás;
No período Paleozóico alcançaram um grande desenvolvimento;
As primeiras descrições datam de 1750.
Habitat:

Praticamente habitam toda a Terra;
Algumas estão em ilhas do Ártico;
Muitas espécies vivem no Brasil;
A dispersão pode ser feita pelo vento, pois muitas das aranhas deixam-se levar pelo fio de seda que soltam.
Alimentação:

Todas as aranhas conhecidas são carnívoras;
Alimentam-se principalmente de insetos;
É freqüente que um filhote logo que sai da ooteca (secreção de certos animais, a qual forma um estojo onde ficam encerrados os ovos.) devore os outros.
Características físicas:

Corpo dividido em duas partes:prossoma (cefalotórax), opistossoma (abdome);
Quatro pares de pernas;
Abdome arredondado;
De acordo com a posição das Quelíceras (apêndices anteriores, dos aracnídeos) distinguem-se dois grandes grupos:as Labidógnatas (artrópodes aracnídeos, araneídeos, da subordem Araneomorpha, providos de quelíceras verticais.) e as Ortógnatas (artrópodes aracnídeos, araneídeos, da subordem Mygalomorphae, caracterizadas por terem quelíceras horizontais).

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CORPO DOS ARACNÍDEOS



Os aracnídeos são animais pertencentes ao subfilo Chelicerata. Compreendem as aranhas, escorpiões, ácaros e carrapatos. O corpo é dividido em cefalotórax e abdôme. O 1º par de apêndices são chamados de quelíceras (por isso subfilo Chelicerata) e é utilizado como estrutura para alimentação. O 2o par de apêndices é chamado de pedipalpos e desempenha várias funções. A classe Arachnida compreende a mais importante dos quelicerados. Estão descritas cerca de 65.000 espécies, organizadas em onze ordens, tais como: Scorpiones (escorpiões), Opiliones (opiliões), Araneae (aranhas), Acari (ácaros e carraças) e Pseudoscorpiones (pseudoescorpiões).

Digestão

São animais carnívoros e a digestão é parcialmente extracelular. Utilizando as quelíceras e os pedipalpos, eles matam e prendem as presas, geralmente pequenos artrópodes. O intestino médio então secreta enzimas que saem pela boca e digerem a presa dilacerada até formar um líquido. O animal ingere esse líquido, que passa pela boca, faringe, intestino anterior, esôfago, intestino médio e intestino posterior. A presa é digerida e absorvida no intestino médio e armazenada nas células intersticiais.

Excreção

Os órgãos excretores dos aracnídeos são os túbulos me Malpighi e as glândulas coxais. A principal excreta nitrogenada é a guanina. As gândulas coxais são sacos esféricos de paredes delgadas, situadas ao longo dos lados do prossomo, que coletam detritos do sangue circundante. Os detritos são transportados ao exterior através de um longo ducto espiralado que se abre nas coxas dos apêndices. Os túbulos de Malpighi são um ou dois pares de tubos que se originam na parte próxima ao intestino e se ramificam (Barnes, 1990). Os detritos passam do sangue pelas paredes dos túbulos para o lúmen e para o intestino.

Sistema Nervoso

O cérebro é uma massa ganglionar anterior situada acima do esôfago (BARNES, 1990). O sistema nervoso dos aracnídeos é como um anel em volta do esôfago. Dele saem nervos e um feixe nervoso. Apresentam órgão sensoriais como olhos e pêlos.

Respiração

A respiração dos aracnídeos é feita por filotraquéias ou pulmões foliáceos. Os pulmões foliáceos ocorrem aos pares e ocupam posição ventral no abdome. As filotraquéias estão em contato com o ambiente por uma abertura na região abdominal. Possuem várias lâminas que estão superpostas e bastante vascularizadas. O ar entra pela abertura e passa pelas lâminas onde ocorrem as trocas gasosas.
O sistema traqueal é parecido com o dos insetos, porém parece ser mais evoluído nos aracnídeos.

Circulação

A circulação é aberta. O coração está localizado na parte anterior do abdome, é segmentado, com um par de óstios para cada segmento. Em alguns ácaros, por não possuirem segmentação, o coração é ausente.

Reprodução

A transmissão indireta de espermatozóides por meio de um espermatóforo é característico de muitos aracnídeos (Weygoldt, 1974). Existe um padrão de comportamento e atração para o acasalamento. A fecundação é interna e o desenvolvimento é direto. Os ovos são ricos em vitelo.

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CARACTERÍSTICAS GERAIS DOS ARACNÍDEOS.

Assim como os crustáceos, os aracnídeos apresentam o corpo dividido em duas partes: cefalotórax e abdome. Seus representantes mais conhecidos são as aranhas, os escorpiões, os ácaros e os carrapatos. Alguns transmitem doenças para seres humanos e animais; outros são responsáveis por envenenamentos (aranhas e escorpiões) e por fenômenos alérgicos (ácaros do pó doméstico).

As aranhas possuem o cefalotórax unido ao abdome por um pedículo. Na região anterior do cefalotórax, estão oito olhos simples e alguns apêndices articulados. As quelíceras são estruturas adaptadas para a captura do alimento, e apresentam a extremidade em forma de garra, dotada de um orifício em que se abre a glândula do veneno. Outro par de apêndices são pedipalpos, úteis para triturar alimentos e, nos machos, para a deposição dos espermatozóides.

No corpo das aranhas, as patas articuladas são quatro pares, e não há antenas. Na porção mais posterior do corpo, abrem-se as fiandeiras, estruturas por onde saem os fios de seda e responsáveis por tecê-los, na formação das teias. A seda é produzida pelas glândulas sericígenas, localizadas no abdome. Ao ser exteriorizada, a seda solidifica-se ao contato com o ar. As teias servem como abrigo, proteção, local de acasalamento e armadilha para a captura de insetos e de outros animais, principal alimentação das aranhas.

O sistema digestivo é completo, e possuem hepatopâncreas. Muitas aranhas, ao inocularem o veneno na presa, inoculam também enzimas digestivas, que realizam digestão extracorporal. Após certo tempo, essas aranhas simplesmente sugam os tecidos do animal morto, já liquefeitos e parcialmente digeridos.

O sistema circulatório é aberto, e o sangue contém hemocianina. A respiração é traqueal, único sistema presente em aracnídeos pequenos. Nos maiores, como nos escorpiões e em muitas aranhas, há uma abertura ventral no abdome, que se comunica com os pulmões foliáceos. A estrutura interna desses órgãos assemelha-se a um livro com as folhas entreabertas, cujas lâminas delgadas são vascularizadas e permitem a ocorrência de trocas gasosas entre o sangue e o ar. Esse tipo especial de respiração pulmonar é chamada respiração filotraqueal.

A excreção é realizada por meio de tubos de Malpighi e, em aracnídeos maiores, pelas glândulas coxais, localizadas no cefalotórax. O produto de excreção nitrogenada mais importante, nesses animais, é a guanina.

As aranhas possuem sexos separados (dióicos), porém freqüentemente os machos são menores que as fêmeas, podendo distinguí-los que apresentam no ápice dos palpos.

Os escorpiões são os mais primitivos de todos os artrópodos terrestres atuais.

São aracnídeos que apresentam o corpo alongado, dividido em cefalotórax e abdome. No primeiro encontramos um par de quelíceras, um par de pedipalpos bastante desenvolvidos que termina em forma de pinças e, quatro pares de pernas.

O abdome é formado por duas regiões distintas: uma porção anterior larga e achatada, constituída por 7 segmentos que é denominado pré-abdome; e uma porção posterior, cilíndrica e estreita, formada por 5 segmentos, denominada pós-abdome. O último segmento do pós abdome recebe o nome de telso, pois sua extremidade distal termina em um ferrão onde desemboca a glândula de veneno.

Habitam regiões quentes e secas, escondendo-se durante o dia em vários locais protegidos, saindo à noite para capturar suas presas representadas principalmente por insetos e aranhas que capturam com os pedipalpos e matam com o ferrão.

Apresentam um cefalotórax relativamente curto, e o abdome continua-se com o pós-abdome. Na extremidade do pós-abdome está o aguilhão venenoso. Seus pedipalpos são longos e modificados, apresentando uma pinça na extremidade, semelhante às pinças dos caranguejos. São estruturas de defesa e captura de alimento.

A fecundação dos escorpiões é interna. Em muitas espécies, o desenvolvimento dos ovos também é interno, dentro do sistema reprodutor feminino.

A ordem Phalangida possue o corpo oval e compacto, com pernas externamente finas e longas. São confundidos com as aranhas, porém, seu corpo não é dividido em cefalotórax e abdome. Também não possuem glândula de veneno, se bem que apresentam glândula de cheiro, que são usadas como repelentes. Alimentam-se de sucos de vegetais ou de pequenos insetos.

Os carrapatos apresentam cefalotórax e abdome fundidos, o que dá ao corpo o aspecto de um bloco único. Essa característica também é verificada nos ácaros, alguns dos quais são importantes ectoparasitas humanos, como o Demodex folliculorum, que habita o folículo piloso humano e determina o aparecimento dos "cravos". Outro ácaro, o Sarcoptes scabiei, é o agente causador da sarna. As fêmeas penetram na pele, por onde caminham fazendo túneis epidérmicos nos quais deixam seus ovos. A infestação da pele causa intenso prurido (coceira) e costuma ser acompanhada por infecções bacterianas associadas.

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O LABORATÓRIO DE ARTRÓPODES DO INSTITUTO BUTANTAN E OS ARACNÍDEOS PEÇONHENTOS










O Instituto Butantan foi fundado em 1900, tendo como principal objetivo a elaboração de um soro e de uma vacina contra a peste que afetava a região do porto de Santos em São Paulo.
O doutor Vital Brazil, médico e primeiro diretor do instituto, logo se empenhou em produzir também um soro hiperimune para o tratamento dos acidentes causados por serpentes. Tais acidentes em geral eram muito graves, levando à mutilação ou mesmo à morte das vítimas, desconhecendo-se na época qualquer medicamento eficaz.1
Já a partir de 1905, Vital Brazil, preocupado com a gravidade de picadas ocasionadas por alguns escorpiões, fez os primeiros testes para produzir um soro para o tratamento desses acidentes. Como não havia um especialista no instituto para identificar os escorpiões, solicitou a ajuda de um zoólogo, R. von Ihering, que os identificou como pertencentes ao gênero Tityus. A falta de escorpiões para obtenção de veneno em quantidade suficiente para imunização dos animais fez Vital Brazil interromper temporariamente seu projeto.
Somente em 1915, Heitor Maurano, médico e aluno de Vital Brazil, daria continuidade aos trabalhos. Utilizou o soro antiescorpiônico produzido a partir do veneno de Buthus quinquestriatus, um escorpião do Egito (Todd, 1909) para tratamento de acidentes em animais de laboratório. Observou, entretanto, que o medicamento não apresentava eficácia alguma nos acidentes causados pelo Tityus. Pôde assim demonstrar que, tal como ocorria com o soro usado no tratamento de acidentes provocados por serpentes, o soro antiescorpiônico deveria ser específico.
Em fase experimental, obteve um soro inoculando o veneno de Tityus em cobaias. Na época, a identificação das espécies era difícil e julgava-se que os exemplares coletados em Minas Gerais constituíam apenas uma variedade mais clara da espécie T. bahiensis, comum em São Paulo. Porém já se sabia que o veneno deste escorpião — de cor amarelada e posteriormente descrito por Lutz e Mello, em 1922, como T. serrulatus — causava acidentes mais graves. Maurano (1915) observou, nesses casos, que as cobaias produziam anticorpos muito lentamente .
Vital Brazil contratou então um profissional para coleta de escorpiões em Minas Gerais. Baseado em sua experiência na elaboração de soros antipeçonhentos, e com os resultados obtidos por Maurano, produziu pela primeira vez em ampla escala um soro antiescorpiônico, usando cavalos como produtores de anticorpos (Brazil, 1918).
Em fins de 1924, quando Vital Brazil reassumiu a diretoria do Instituto Butantan, convidou o professor Jean Vellard para ajudá-lo na identificação de aracnídeos peçonhentos. Vellard, um médico francês especialista em identificação de aranhas, já havia trabalhado com Vital Brazil em Niterói, no Instituto Vital Brazil. Ele foi contratado com a finalidade de estudar os aracnídeos em geral, particularmente os do estado de São Paulo, tanto do ponto de vista da sistemática como do estudo de sua biologia e seus venenos, como consta em relatório anual de 1925. Também foi incumbido de completar e reorganizar o museu de animais peçonhentos.
Vellard trouxera de Niterói diversas aranhas para enriquecer a coleção do instituto e realizou inúmeras excursões para coleta de exemplares, muitas vezes usando o cavalo como meio de locomoção outras usando um automóvel. No acervo encontrou apenas duas aranhas caranguejeiras e dois vidros contendo vários exemplares em mau estado de conservação, sem local de captura ou identificação. Em pouco tempo o número de aranhas identificadas já era de 250, muitas delas novas para a ciência, havendo ainda numerosas sem identificação, por dificuldades diversas.
Quanto à coleção de escorpiões, Vellard cita que encontrou um pequeno número de espécies obtidas do Museu de História Natural de Paris, todas identificadas e guardadas em um armário do museu. Menciona também um vidro que continha exemplares com etiquetas do Museu de Stuttgart, da Alemanha, porém com os nomes apagados. Ainda havia algumas espécies brasileiras, como Tityus bahiensis e T. stigmurus, e uma espécie de Centrurus. Essa coleção das quais ainda existem diversos exemplares no laboratório, foi o início da coleção de escorpiões do Instituto Butantan, que hoje conta em seu acervo mais de três mil exemplares.
Vellard publicou, em colaboração com Vital Brazil, os primeiros estudos sobre o soro contra o veneno de Lycosa raptoria Walckenaer,1837 (Brazil et al., 1925), estudou a toxicidade do veneno de diversas outras espécies de aranhas, preparou o soro anti ctenus e descreveu também inúmeras espécies novas.
Depois da saída de Vellard — que trabalhou no instituto até outubro de 1927 —, somente a partir de 1931, com o ingresso do doutor Alcides Prado, parasitólogo de formação, o laboratório voltou a apresentar trabalhos de pesquisa. Prado publicou alguns artigos sobre a taxonomia de escorpiões e serpentes e trabalhou no Instituto Butantan de 27 de novembro de 1930 a 28 de abril de 1949. Provavelmente foi iniciativa sua a organização da coleção Araneae, que, conforme o primeiro livro tombo, era única, contendo tanto representantes das Mygalomorphae, como das Araneomorphae.
Em fevereiro de 1939, foi contratado Wolfgang Bücherl, biólogo formado na Alemanha. Seus primeiros trabalhos como assistente de Prado foram sobre a sistemática, a biologia e o veneno dos quilópodes (lacraias). Somente após 1950, Bücherl, já dispondo de espaço maior e como chefe do Laboratório de Zoologia Médica, começou a se interessar por escorpiões e aranhas.
Reorganizou a coleção de aranhas, dividindo-a em duas seções distintas: a de Araneomorphae e a de Mygalomorphae. Ampliou as coleções, sobretudo organizando a recepção dos animais enviados ao instituto pelos fornecedores, que utilizavam o transporte por via férrea, gratuito, idealizado por Vital Brazil.
Bücherl observou que, da grande maioria das aranhas enviadas, somente eram aproveitadas as de interesse médico, para fins de obtenção de veneno e produção de soros antipeçonhentos, a saber, aquelas pertencentes aos gêneros Ctenus e Lycosa, denominações utilizadas na época. As demais eram identificadas superficialmente e em geral inutilizadas. Bücherl começou a incluir esses exemplares nas coleções do laboratório. Por meio de correspondência ativa entre ele e os fornecedores, incentivou-os a enviar novos animais, ampliando dessa maneira o acervo científico. Por meio de intercâmbio internacional, enriqueceu as coleções com aracnídeos exóticos.
Devem ser igualmente lembrados os nomes do doutor Alphonse R. Hoge e seus auxiliares, Francisco Cavalheiro e Pedro Villela, do Laboratório de Herpetologia do instituto. Na década de 1950, efetuando excursões científicas às regiões não servidas pelo transporte ferroviário, como boa parte do Centro-Oeste e Norte do país, coletaram os primeiros aracnídeos destas regiões, incluídos também nas coleções.
A responsabilidade maior de Bücherl, contudo, estava voltada para os aracnídeos peçonhentos, uma vez que havia a necessidade de se obter um veneno de boa qualidade para a produção de soros antiaracnídicos. Até então, eram usados os telsos dos escorpiões, situados ao final da cauda, que contêm as duas glândulas de veneno, e de seu macerado obtinha-se o antígeno injetado nos cavalos. Bücherl foi pioneiro na manutenção de escorpiões vivos em laboratório (Bücherl, 1953).
O técnico que trabalhava com ele, José Navas, foi o primeiro a manusear aranhas e escorpiões vivos, procurando imobilizá-los para obter o veneno. Cortando a ponta do ferrão pelo qual o animal injeta o veneno, impossibilitando-o assim de picar, Bücherl estudou o comportamento do escorpião e desenvolveu um modo seguro de prendê-lo, com uma pinça de ponta curva e depois diretamente com a mão, sem que este fosse capaz de inocular o veneno no extrator. Deste modo, utilizando um equipamento artesanal que emitia um estímulo elétrico, pôde-se obter o veneno diretamente do telso, ao mesmo tempo que se mantinham vivos os animais.
Os escorpiões continuavam a ser fornecidos ao instituto por profissionais especializados na coleta. Destacamos aqui o nome de Abrahão Nasser, de Ouro Preto, Minas Gerais, e de Felisberto Miguel Arcanjo, de Mato Dentro, também Minas Gerais, que por muitos anos enviaram ao laboratório elevado número (mais de vinte mil por ano) de escorpiões Tityus bahiensis e T. serrulatus, respectivamente.
Se o problema dos acidentes com escorpiões foi resolvido com a produção do soro, os acidentes com aranhas ainda causavam muitas dúvidas quanto à identificação das espécies causadoras.
O primeiro diagnóstico clínico de acidente por aranha do gênero Loxosceles feito no Brasil ocorreu em 1954, no Hospital Vital Brazil do Instituto Butantan (Cardoso et al., 1990). O doutor Gastão Rosenfeld (Rosenfeld et al., 1962), médico chefe deste hospital e do Laboratório de Fisiopatologia do Instituto Butantan, responsável pelo tratamento dos acidentes causados por animais peçonhentos, discutiu com Bücherl a necessidade de dar atenção maior a essas aranhas, uma vez que já havia, no exterior, relatos de acidentes graves causados por elas. Até então os acidentes com seqüelas de grandes necroses, no Brasil, eram atribuídos às aranhas do gênero Lycosa (Brazil et al., 1925).

Durante os anos 1960, o bairro do Morumbi, em São Paulo, estava sendo alvo de grande desenvolvimento imobiliário, com a construção de inúmeras residências. Um engenheiro, Rodolfo Schwarck, observando as pequenas aranhas do gênero Loxosceles no laboratório, constatou que elas eram abundantes no bairro, principalmente entre os montes de telhas e tijolos estocados ao relento por muito tempo. A equipe do laboratório, sob a orientação de Bücherl, começou a realizar excursões de coleta. O trabalho de um dia rendia a captura de mais de mil exemplares. Com a diminuição do número dessas aranhas no bairro do Morumbi, foram localizados outros focos, por exemplo, nas olarias da Parada de Taipas.
Posteriormente Bücherl, à maneira dos coletores de escorpião, procurou um profissional que fornecesse aranhas ao instituto. Assim, a família de Samuel Helfenstein coletou no próprio instituto e na fazenda pertencente à instituição, situada no município de Araçariguama, em São Paulo, centenas de exemplares. Mais tarde a tarefa foi continuada pela família de Walter e Esmarel Serode, moradores daquele município. A espécie coletada com maior freqüência era a L. gaucho Gertsch, 1962, identificada por Bücherl como L. rufescens (Dufour, 1820), e, em menor quantidade, L. laeta (Nicolet, 1849), na época identificada como L. rufipes (Lucas, 1834) (Bücherl, 1960-62).
A dificuldade de obtenção do veneno em quantidade suficiente era grande, por causa do tamanho reduzido dos exemplares. No Instituto Butantan os primeiros estudos, realizados pelo doutor R. Furlanetto (Furlanetto, 1961) visando à produção de um soro no Brasil, foram feitos a partir de um macerado do cefalotórax das aranhas, região anterior do corpo que contém as duas glândulas de veneno. Somente alguns anos mais tarde, com o aperfeiçoamento do equipamento utilizado para a coleta do veneno dos escorpiões, a metodologia começou a ser empregada também para a obtenção do veneno dessas aranhas, e o soro antiloxoscélico começou a ser produzido em escala industrial. Hoje em dia é um produto regularmente usado no tratamento dos acidentes.
A partir de 1964, a existência de alguns 'focos' de aranhas conhecidas como viúvas-negras (pertencentes ao gênero Latrodectus) em diversas praias do Rio de Janeiro despertou o interesse do instituto (Bücherl, 1965). Bücherl e sua equipe capturaram centenas de exemplares, e o veneno foi usado para a produção de um soro experimental. A freqüência muito baixa de acidentes ocasionou a interrupção da produção.
Bücherl aposentou-se em fins de 1967, deixando organizado o Laboratório de Artrópodes como unidade subordinada à diretoria do Instituto Butantan. Assumi esse laboratório como sua substituta e, posteriormente, como diretora efetiva, cargo que exerci por mais de trinta anos.
Atualmente trabalham no laboratório seis pesquisadores científicos, três assistentes de pesquisa, diversos estagiários e uma equipe técnica, constituindo o maior núcleo de aracnólogos da América do Sul. Diversos projetos de pesquisa estão em desenvolvimento, principalmente com o apoio financeiro da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp). Cito aqui os mais importantes: Estudo da biodiversidade de aracnídeos e quilópodes do estado de São Paulo, integrando o projeto Biota/Fapesp, desenvolvido pelos pesquisadores do laboratório e de diversas universidades; Estudo bioquímico dos venenos dos escorpiões do gênero Tityus, desenvolvido por mim, em colaboração com o doutor Lourival Possani, do Instituto de Biotecnologia da Universidade do México; Estudo da hemolinfa de aranhas caranguejeiras, desenvolvido em colaboração com os pesquisadores do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo.
As diversas coleções sistemáticas do instituto estão sendo reorganizadas, passando por processo de informatização e vêm-se continuamente ampliando. No biotério aumentado, que fica em prédio independente, inaugurado em 1995, são mantidas as diversas espécies de aranhas e escorpiões dos quais são extraídos os venenos necessários à pesquisa e produção de soros. A equipe técnica orienta a população sobre os aracnídeos peçonhentos e são ministradas aulas, cursos e palestras sobre o tema.
Ao que parece, só nos últimos anos começou a se dar importância maior ao estudo do veneno de escorpiões e aranhas e de invertebrados em geral. Acredito que a dificuldade de obter veneno em quantidade suficiente foi sempre um grande problema, hoje superado pelos equipamentos de maior precisão. As balanças usadas por Bücherl permitiam apenas uma estimativa das quantidades de peçonha. Com as balanças atuais, pode-se trabalhar com microgramas.
Sobretudo a partir da coleta de veneno puro, colhido diretamente das glândulas das aranhas ou dos escorpiões, puderam ser desenvolvidos muitos estudos — tanto brasileiros quanto realizados em colaboração com pesquisadores de outros países — sobre a composição de venenos, isolamento de suas frações tóxicas, pesquisas de fisiologia e farmacologia. Os estudos dos componentes tóxicos dos venenos e suas estruturas têm demonstrado utilidade, como, por exemplo, o soro antiescorpiônico que desenvolvemos, cuja ação protege contra as três principais espécies causadoras de acidentes no Sudeste e Nordeste brasileiros. Outros pesquisadores dedicam-se a projetos sobre venenos de escorpiões e aranhas, isolando peptídeos que agem sobre certas bactérias patogênicas para o ser humano. Assim tem sido dada continuidade aos trabalhos iniciados por cientistas como Vital Brasil e Bücherl.

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CARACTERÍSTICAS GERAIS DOS ARTRÓPODES.



- São animais invertebrados caracterizados por possuírem membros rígidos e articulados. São o maior grupo de animais existentes.
- Os artrópodes habitam praticamente todo o tipo de ambiente: aquático e terrestre e representam os únicos invertebrados voadores.
- Existem representantes parasitas e simbióticos. Há registros fósseis de artrópodes desde o período Cambriano.


- Os artrópodes têm (1) apêndices articulados e (2) o corpo segmentado, envolvido num (3) exoesqueleto de quitina (números da imagem acima).
- Os apêndices estão especializados para a alimentação, para a percepção sensorial, para defesa e para a locomoção.
- São estas "patas articuladas" que dão o nome ao filo e que o separam dos filos mais próximos.
- Eles são animais metamerizados, isto é, têm corpo segmentado.
- Metameria heteronôma: os metâmeros (segmentos) diferenciam-se durante o desenvolvimento, alguns deles fundindo-se para a formação de tagmas que são tipicamente:
• Cabeça;
• Tórax;
• Abdômen.
- São animais triblásticos celomados, apresentam simetria bilateral.
- A cavidade celomática é muito reduzida, e a distribuição de materiais depende quase que exclusivamente do sistema circulatório.
- Os artrópodes são dióicos. Nas formas terrestres, a fecundação é interna; nas aquáticas, geralmente é externa. Em muitos deles, há passagem por um ou mais estágios larvais. A chegada ao estágio adulto (ou imago) se dá através de uma ou mais metamorfoses.
- O filo dos artrópodes, em função da grande quantidade e diversidade de espécies, é subdividido em numerosas classes, das quais as mais importantes são: Classe Insecta, Classe Crustácea, Classe Arachnida, Classe Chilopoda, Classe Diplopoda.

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